Polo tecnológico de Belo Horizonte atrai startups de todo o país

Belo Horizonte está se consolidando como um dos principais polos de tecnologia e inovação do Brasil. Dados da Associação Mineira de Startups mostram que o ecossistema de inovação da capital mineira cresceu 40% em 2025, com a criação de 320 novas startups e a captação de R$ 2,3 bilhões em investimentos.

O crescimento é impulsionado por uma combinação de fatores: a presença de universidades de excelência como a UFMG e a PUC Minas, um custo de vida menor do que em São Paulo, incentivos fiscais oferecidos pela prefeitura e um ambiente de negócios cada vez mais maduro.

"BH tem tudo para ser o Vale do Silício brasileiro. Temos talento, temos infraestrutura, temos qualidade de vida. O que faltava era o ecossistema, e agora ele está se formando", diz Rafael Mendes, CEO de uma startup de inteligência artificial que saiu de São Paulo para se instalar em Belo Horizonte dois anos atrás.

O setor de fintechs é o mais dinâmico do ecossistema mineiro. Empresas como a Gerencianet, adquirida pelo Mercado Pago, e a Neon, que tem raízes em BH, abriram caminho para uma nova geração de startups financeiras que estão atraindo atenção de investidores nacionais e internacionais.

A prefeitura de Belo Horizonte tem investido na criação de infraestrutura para o setor. O BH-TEC, parque tecnológico localizado próximo à UFMG, abriga mais de 60 empresas e está em processo de expansão. Um novo hub de inovação no bairro Lagoinha, em parceria com o governo estadual, deve ser inaugurado ainda este ano.

Para os próximos anos, as perspectivas são ainda mais otimistas. A chegada de grandes empresas de tecnologia como Google, que anunciou a abertura de um escritório de engenharia em BH, deve acelerar ainda mais o crescimento do ecossistema.

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Roberto Maia
Editor de economia, acompanha o mercado financeiro e o setor industrial.